Há quase um ano no Flamengo, Deivid ainda não havia experimentado um momento tão bom. Nos últimos três jogos, fez quatro gols. É o vice-artilheiro da equipe no Campeonato Brasileiro, um atrás de Ronaldinho. O camisa 9 voltou a ser titular, recuperou espaço e encorpou o discurso de afirmação. A meta é provar que o esperado reforço para o ataque já faz parte do elenco.
- Estava faltando mais confiança. Pode ser o jogador mais experiente que for, até conversei sobre isso com o Ronaldinho, mas quando você entra em campo e é vaiado, perde a confiança, não consegue ser produtivo. Sempre trabalhei sério, nunca de cara fechada. O mais importante é que as oportunidades apareceram e eu consegui fazer os gols. Para os que achavam que eu estava morto, meus gols mostram que estou vivo. Estou ali para conferir.
Deivid confessa que o desânimo foi um adversário tão duro quanto os zagueiros que enfrenta por aí, principalmente na época em que deixou de ser até a segunda opção. Em alguns momentos de 2011, Vanderlei Luxemburgo escalou Wanderley como titular e teve Diego Maurício e Negueba como alternativas.
- Batia um desânimo. Você chega com um projeto pessoal de carreira, as coisas não acontecem e você fica abatido. Quando a fase é ruim, tudo some. A bola, a rede, o gol. Estou mostrando que sou um jogador vitorioso, venci em quase todos os clubes que defendi, corro atrás, trabalho, melhorei a parte física e a parte técnica. Nunca pensei em desistir. Os piores momentos da minha vida foram a perda da minha mãe e uma fratura na perna (na época em que jogava na Turquia). Tive a chance de sair do Flamengo, mas sabia que poderia dar certo aqui.
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