sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Vencedor dentro do campo, Rubro-negro vai brigar até a última instancia por reconhecimento do hexa

Flamengo repudia posição da CBF sobre o título de 1987


Patricia Amorim repudiou discurso da CBF sobre 87
Patricia Amorim repudiou discurso da CBF sobre 87

Depois de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter anunciado que não pode decretar o Flamengo como campeão brasileiro de 1987 devido a uma decisão judicial da Justiça Comum, o Rubro-negro, que ganhou o título no campo, se pronunciou. Através da presidente Patricia Amorim e do vice-presidente jurídico Rafael de Piro, o hexacampeão repudiou o discurso da entidade máxima do futebol brasileiro.



Descontente com a decisão política da CBF, os dirigentes do Flamengo prometem correr atrás do que todo torcedor de bom senso admite: o título brasileiro de 1987.



"Todos os encaminhamentos jurídicos serão feitos. O Flamengo irá a todas as instâncias possíveis, sejam elas jurídicas, políticas, rede sociais, o que for necessário. Faremos uma mobilização de repúdio pelo não reconhecimento do hexacampeonato brasileiro e do título do Campeonato Brasileiro de 1987. É bom que fique claro que o Flamengo não tem medo de contrariar interesses, o que não podemos é deixar de atender o desejo de 35 milhões de torcedores", afirmou Patricia Amorim, ressaltando a perplexidade com que as declarações da CBF foram recebidas nesta quarta-feira (22.12).



"O Flamengo espera 23 anos por este reconhecimento e está convicto de seus direitos. Estamos perplexos com a atitude tomada hoje pelo presidente Ricardo Teixeira. Foi um dia de bastante desconforto, meu estômago está embrulhado e acho que o de todos os rubro-negros também. Não vamos esquecer esse dia. O Flamengo quer o reconhecimento deste título e garanto que isso não vai ficar desta forma. Vamos fazer uma mobilização para ter este título homologado. Custe o que custar", disse, em entrevista coletiva concedida na Gávea.



Outro ponto levantado pela presidente do Flamengo é a falta de respeito da CBF para com os jogadores e profissionais que trabalharam tanto para conquistar o Brasileirão de 87 dentro de campo.



"Gostaria de saber como a CBF encara agora todos os jogadores, que naquela época lutaram por este título em campo. Eles organizaram um evento para homologar títulos do passado, com menos expressão até do que o nosso, e a nossa expectativa era que o nosso fosse finalmente reconhecido. Mas para nossa surpresa isso não aconteceu. Foi uma atitude arquitetada, pessoal, intempestiva, pensada e não vamos nos omitir. É inacreditável que o clube mais querido do Brasil não tenha seu título reconhecido". 



Patricia Amorim ainda disse que o Flamengo irá, sim, brigar. Principalmente para atender à solicitação de uma nação de torcedores, que reconhece o hexacampeonato.



"O Flamengo não tem medo de ir para o confronto. Só não podemos deixar de atender a nossa torcida e a vontade popular. A torcida reconhece e vamos de encontro com a vontade popular. Eu não fujo de luta e vou brigar por isso até o meu último dia de vida. É uma briga justa, honesta, digna e que foi vencida dentro de campo. Para toda ação há uma reação. A briga apenas começou".



Toda a diretoria rubro-negra se mostrou bastante irritada com a declaração do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, afirmando que seria impossível homologar o título rubro-negro, já que o departamento jurídico fez um levantamento e houve uma decisão do Superior Tribunal de Justiça obrigando o cumprimento da decisão sob pena até de prisão em caso de desobediência.



"Ele diz ter se baseado em uma decisão que não exclui a possibilidade de o Flamengo ser declarado como campeão brasileiro daquele ano. A decisão diz que o Sport teria de ser campeão, mas não exclui a possibilidade do Flamengo. É um argumento equivocado. Vamos atacar em todas as frentes. A decisão foi injusta, arbitrária e isso não vai ficar assim. Isso eu garanto", finalizou Rafael de Piro, vice-presidente jurídico do clube.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

REVANCHE NO NBB


Flamengo duelo de reencontros pelo NBB


Nesta sexta-feira, o Assis Basket recebe o Flamengo no ginásio Municipal Jairo Ferreira dos Santos, às 20h (Brasília). Esta partida, além de duelar a invencibilidade do clube rubro-negro com a campanha ainda sem vitórias do time interiorano, marca o reencontro de dois jogadores com seus ex-clubes.
O pivô Adriano Machado, do Assis, vestiu a camisa do Flamengo em 2004 e está feliz por reencontrar o clube. "Acho muito gostoso quando o jogo é contra um adversário forte, ainda mais se você já atuou na equipe", comentou o jogador, que volta de lesão no pé-direito, mas espera fazer uma boa partida na sexta. "Vai ser uma partida dura, pois o Flamengo vem de uma derrota para Brasília na Liga Sul-americana e vai querer a recuperação. Trabalhamos bastante durante a semana para fazer um bom jogo e lutar pelo resultado favorável", completou.
No outro lado, está o ala-pivô Jefferson William, que já foi vice-campeão paulista com a equipe de Assis. "Com certeza vai ser um momento feliz retornar a Assis, pois deixei vários amigos e tenho muitos seguidores na cidade. Vai ser legal também retornar ao ginásio Jairão, onde fiz jogos bons naquela campanha do vice-campeonato", comemorou.
O time carioca venceu suas duas partidas na competição até aqui, e lidera com 100% de aproveitamento. "Sabemos que vai ser um jogo difícil, pois Assis é um adversário duro, ainda mais quando atua em casa. Estamos focados e determinados para retornar bem ao NBB, depois da Liga Sul-Americana", prometeu.
No seu compromisso mais recente pelo NBB, o Assis Basket foi superado pelo Pinheiros/Sky; enquanto o CR Flamengo passou pelo Vitória Basquete/CRECE.